Exames Invasivos

Na prática clinica de Gastrenterologia temos que recorrer a múltiplos exames tanto para fazer o diagnóstico dos problemas presentes como para tratamento. Esta é a lista dos exames invasivos que realizo nos meus consultórios. Optei por não ter convenções com nenhuma entidade o que me dá a liberdade total de realizar as técnicas do modo que julgar mais conveniente. Após a realização dos exames é sempre emitido um recibo que juntamente com o pedido do exame serve para apresentar às seguradoras ou subsistema de saúde de modo a ser reembolsado das despesas que fez.


A Endoscopia Digestiva Alta é um exame complementar de diagnóstico, invasivo, que tem por objectivo inspecionar, através da boca, o tubo digestivo alto, isto é, o esófago, o estômago e o duodeno. Para o efeito, é utilizado um tubo fino e flexível com uma câmara de vídeo na extremidade. Este aparelho chama-se gastroscópio.
  • Para que serve?

    Uma Endoscopia Digestiva Alta permite detectar, com segurança, as anomalias presentes no esófago, estômago e duodeno.
    No decorrer do exame são feitas fotografias para documentar as alterações observadas, ao mesmo tempo que se podem retirar pequenas amostras de tecido orgânico – biopsias – para análise. Estas amostras são de dimensão extremamente reduzida, (aproximadamente, o tamanho de uma cabeça de fósforo), e o processo de extração é absolutamente indolor.
    As informações obtidas são importantes para uma tomada de decisão na escolha da melhor terapêutica para o paciente.

  • Quais as indicações clínicas para a sua realização?

    As principais indicações clínicas para a realização da Endoscopia Digestiva Alta são o diagnóstico de sintomas relacionados com a porção inicial do aparelho digestivo, tais como:
    • Azia
    • Enfartamento
    • Dores de Estômago
    • Perda de peso
    • Anemia
    • Hemorragias


  • Vantagens e limitações?


    A Endoscopia Digestiva Alta é, atualmente, o método de diagnóstico mais fiável no diagnóstico dos problemas do esófago, do estômago e do duodeno. O principal inconveniente é essencialmente o carácter invasivo do exame. Contudo, desde que sejam respeitadas as normas estabelecidas, é perfeitamente possível realizar o exame com conforto e segurança.
    Não esqueça! Se tiver exames anteriores, deve trazê-los consigo no dia da realização da Endoscopia Digestiva Alta.

  • É necessária alguma preparação?

    A endoscopia digestiva alta só se pode realizar com o estômago vazio. É importante que não coma nem beba, depois da meia-noite da véspera do exame.

  • Quanto tempo demora?

    A duração de uma Endoscopia Digestiva Alta é, geralmente, de 3 a 5 minutos. No entanto, o procedimento total, entre preparação, realização do exame e entrega do relatório, pode rondar os 30 minutos.
    Os resultados das biopsias são posteriormente enviados pelo Laboratório de Anatomia Patológica para os vários consultórios. Quando os pacientes são já seguidos na minha consulta, o relatório é dado na consulta seguinte (em geral 15 dias depois do exame). No caso de pacientes enviados por outros médicos o relatório da biopsia é enviado pelo correio.

  • Realização do exame

    Para conforto do doente, as Endoscopias Digestivas Altas são realizadas com sedação. O médico e a assistente explicam previamente todo o exame e respondem às perguntas dos doentes.
    Caso o doente já tenha feito exames anteriores e caso tenha alergias a alguns medicamentos, deve informar previamente o médico e a assistente. É uma boa ideia trazer consigo uma lista dos medicamentos que está a tomar.
    Antes da realização do exame vai tirar os seus óculos e próteses dentárias e ser-lhe-á colocado um resguardo ao pescoço. Em seguida, ser-lhe-á administrado um tranquilizante (por via endovenosa), até que fique descontraído e ligeiramente sonolento. Ser-lhe-á ainda colocado um bocal para proteção dos seus dentes.
    O exame é realizado com o doente deitado de lado, virado para o lado esquerdo, numa posição confortável. O tubo vai passar pela boca e garganta e não haverá interferência com a respiração (pode respirar pela boca ou pelo nariz). Para além de um desconforto moderado na garganta e uma sensação de vómito transitório, o exame não causa dor.
    A duração do exame é geralmente de 3 a 5 minutos.
    Durante a realização do exame é colocado um pequeno sensor num dos dedos da mão, no sentido de monitorizar os sinais vitais do doente (pulsação e oxigénio no sangue).
    As normas da “American Society for Gastrointestinal Endoscopy” são seguidas para os requisitos de segurança e protocolo de esterilização do material. Todo o material de biopsia é descartável.
    Os relatórios são entregues imediatamente após o exame.

  • Posso fazer o exame com anestesia?

    Na grande maioria dos exame endoscópicos, é apenas utilizada uma sedação, ministrada por via endovenosa, com níveis de conforto adequados para o doente. Não obstante, está também previsto, que em casos excepcionais, seja possível pedir a colaboração de um médico Anestesista para a realização do exame (que neste caso terá que ser realizado no ICVL). O seu agendamento fica naturalmente condicionado pela disponibilidade, deste.
    Tal situação vai implicar um acréscimo de custo.

  • Existem efeitos secundários, riscos ou complicações associados à Endoscopia Alta?

    Como em todos os atos médicos existe sempre a possibilidade de eventuais complicações. A endoscopia alta é um exame muito seguro (menos de uma complicação grave em cada 1.000 exames). No entanto se sentir dor abdominal persistente, dificuldade em engolir, dificuldade em respirar, febre ou qualquer outro sintoma que relacione com o exame, contacte de imediato o consultório.

  • O que acontece a seguir ao exame?

    Pode ser administrado um medicamento para contrariar os efeitos do sedativo. Poderá sentir um ligeiro desconforto na garganta, que passará rapidamente. Poderá, eventualmente, sentir também o estômago distendido, em virtude do ar introduzido durante o exame.
    É natural que sinta que os seus reflexos não estão tão rápidos como habitualmente e que o seu sentido de equilíbrio esteja ligeiramente afectado. Vai sentir-se sonolento. Na maioria dos casos o paciente não se lembra de todas as fases do exame. Estes efeitos são passageiros e desaparecem nas horas seguintes.
    É essencial que o doente traga um acompanhante para o ajudar no que for necessário. Quando pedimos que venha acompanhado, esperamos que o seu acompanhante esteja de facto fisicamente presente desde o momento em que chega ao consultório e que não se ausente.
    Arranjar alguém que o venha buscar mais tarde não é uma boa opção, o acompanhante deve estar consigo na sala de espera para poder receber as nossas instruções após o exame.
    Está absolutamente contra indicado conduzir veículos ou utilizar máquinas perigosas nas seis horas seguintes ao exame.
    Poderá comer uma refeição leve a seguir ao exame.

  • Que convenções tem?

    Com vista a uma total liberdade de executar, durante o exame, todas as técnicas que o paciente necessita, e não apenas aquelas mencionadas nos pedidos, temos optado por não ter convenções com nenhuma entidade. Após o pagamento do exame é sempre emitido um recibo com as despesas que fez. Pode depois apresentá-lo juntamente com o pedido do seu médico para reembolso junto da sua seguradora ou subsistema de saúde.

A Colonoscopia e a Sigmoidoscopia Flexível são exames complementares de diagnóstico, invasivos, que permitem uma inspeção do interior do intestino grosso (também designado por cólon). Para tal, através do ânus é introduzido um tubo fino e flexível com uma câmara de vídeo na extremidade para captar imagens das paredes do cólon. Este aparelho chama-se colonoscópio. No caso da Colonoscopia, o objectivo é visualizar o cólon até à junção com o intestino delgado (também designado por ceco). No caso da Sigmoidoscopia flexível, apenas os 50 cm finais do cólon são visualizados. Devido a esta limitação, a Sigmoidoscopia tem vindo a ser cada vez menos utilizada.
  • Para que servem?

    A Colonoscopia permite detectar, com segurança, as anomalias presentes no interior do intestino grosso até à junção com o intestino delgado. No decorrer do exame são feitas fotografias para documentar as alterações observadas, ao mesmo tempo que se podem retirar pequenas amostras de tecido orgânico – biopsia – para análise.
    Estas amostras são de dimensão extremamente reduzida, (aproximadamente, o tamanho de uma cabeça de fósforo), e o processo de extração é absolutamente indolor. As informações obtidas por intermédio do exame e posteriormente da biopsia são importantes para a escolha da melhor terapêutica.
    Se durante a Colonoscopia forem identificados pólipos no interior do cólon, o médico procede habitualmente à sua extração, através de um processo de electrocoagulação.

  • Quais as indicações clínicas para a sua realização?

    As principais indicações para a realização de uma colonoscopia são o diagnóstico de sintomas relacionados com o intestino, tais como:
    • Diarreia
    • Mudança dos hábitos intestinais
    • Perdas de sangue
    • Perda de peso
    • Anemia

    A Colonoscopia está também indicada nos indivíduos com mais de 50 anos, como meio de privilegiado na estratégia de prevenção do cancro do cólon. Neste contexto, a Colonoscopia é realizada mesmo que o paciente não apresente qualquer sintoma.


  • Vantagens e limitações?

    A Colonoscopia é, atualmente, o método de diagnóstico mais fiável no diagnóstico de problemas do intestino grosso.
    O principal inconveniente é essencialmente o carácter invasivo do exame. Contudo, desde que sejam respeitadas as normas estabelecidas, é perfeitamente possível realizar o exame com conforto e segurança.

  • É necessária alguma preparação?

    Para que seja realizado um exame de qualidade o intestino grosso tem que estar livre de detritos. Para o efeito, o paciente deverá dirigir-se pessoalmente ao consultório para levantar uma preparação especial para a limpeza do intestino, bem como as instruções detalhadas de como tomá-la. Deve fazê-lo pelo menos quatro dias antes da realização do exame, de modo a planear bem o seu regime alimentar.
    Depois de iniciada a preparação, o paciente não deve ingerir nenhum alimento não autorizado.

  • Quanto tempo demora?

    A duração de uma Colonoscopia varia, em média, entre 15 a 45 minutos. No entanto, o procedimento total, entre preparação, realização do exame e entrega do relatório, demora um pouco mais.

  • Não esqueça!

    Se tiver exames anteriores, deve trazê-los consigo no dia da realização da Colonoscopia.

  • Realização do exame

    Para conforto do doente as Colonoscopias são realizadas com sedação. O médico e a assistente explicam previamente todo o exame e respondem a todas as perguntas dos pacientes. Caso o doente já tenha feito exames anteriores e caso tenha alergias a alguns medicamentos, deve informar previamente o médico e a assistente. O doente poderá trazer consigo uma lista dos medicamentos que está a tomar.
    Antes da realização do exame, o paciente vai tirar os seus óculos e próteses dentárias e vestir uma bata descartavel. Em seguida, ser-lhe-á administrado um tranquilizante (por via endovenosa), até que fique descontraído e ligeiramente sonolento.
    O exame é inicialmente realizado com o doente deitado de lado, virado para o lado esquerdo, numa posição confortável. Mais tarde, o médico e a assistente vão pedir-lhe que mude de posição, conforme seja necessário.
    O tubo será introduzido pelo ânus e vai progredindo ao longo do intestino grosso. Em algumas fases do exame é possível que o paciente sinta distensão do intestino ou algumas cólicas. Estas sensações são passageiras, no entanto, não deve deixar de alertar o médico, se estiver desconfortável.
    A duração do exame varia entre 15 a 45 minutos.
    Durante a realização do exame é colocado um pequeno sensor num dos dedos da mão, no sentido de monitorizar os sinais vitais do doente (pulsação e oxigénio no sangue).
    As normas da “American Society for Gastrointestinal Endoscopy” são seguidas para os requisitos de segurança e protocolo de esterilização do material. Todo o material de biopsia é descartável.
    Os relatórios da Colonoscopia são entregues imediatamente após o exame.

  • Posso fazer a Colonoscopia com anestesia?

    Na grande maioria dos exames endoscópicos é apenas utilizada uma sedação, ministrada por via endovenosa, com níveis de conforto adequados para o doente. Não obstante, está também previsto, que em casos excepcionais, seja possível pedir a colaboração de um médico Anestesista para a realização do exame (que neste caso terá que ser realizado no ICVL). O seu agendamento fica naturalmente condicionado pela disponibilidade, deste.
    Tal situação vai implicar um acréscimo de custos.

  • Existem efeitos secundários, riscos ou complicações associados à Colonoscopia?

    Como em todos os atos médicos existe sempre a possibilidade de eventuais complicações. A colonoscopia alta é um exame muito seguro (menos de uma complicação grave em cada 1.000 exames). No entanto, se sentir dor abdominal persistente, dificuldade em respirar, febre ou qualquer outro sintoma que relacione com o exame contacte de imediato o consultório.

  • O que acontece a seguir ao exame?

    Pode ser administrado ao doente um medicamento para contrariar os efeitos do sedativo. Este poderá sentir um ligeiro desconforto abdominal, que passará progressivamente. Eventualmente, poderá sentir também o abdómen distendido, em virtude do ar introduzido durante o exame.
    É natural que o doente sinta que os seus reflexos não estão tão rápidos como habitualmente e que o seu sentido de equilíbrio está ligeiramente afectado. Poderá sentir-se sonolento. Na maioria dos casos o paciente não se lembra de todas as fases do exame. Estes efeitos são passageiros e desaparecem nas horas seguintes.
    No decurso da Colonoscopia, ocasionalmente são extraídos pólipos, de grande dimensão. No final do exame, são entregues ao paciente instrucções detalhadas sobre os procedimentos a seguir.
    Após o exame, o paciente não deve tentar ir trabalhar. Deve planear o seu dia de modo a que possa descansar.
    É essencial que o doente traga um acompanhante para o ajudar no que for necessário. Quando pedimos que venha acompanhado esperamos que o seu acompanhante esteja de facto fisicamente presente desde o momento em que chega ao consultório e que não se ausente.
    Arranjar alguém que o venha buscar mais tarde não é uma boa opção, o acompanhante deve estar consigo na sala de espera para poder receber as nossas instruções após o exame.
    Está absolutamente contra-indicado conduzir veículos ou utilizar máquinas perigosas nas seis horas a seguir ao exame.
    No geral poderá comer uma refeição ligeira a seguir ao exame.

  • Que convenções tem?

    Com vista a uma total liberdade de executar, durante o exame, todas as técnicas que o paciente necessita, e não apenas aquelas mencionadas nos pedidos, temos optado por não ter convenções com nenhuma entidade. Após o pagamento do exame é sempre emitido um recibo com as despesas que fez. Pode depois apresentá-lo juntamente com o pedido do seu médico para reembolso junto da sua seguradora ou subsistema de saúde.

As biopsias são na realidade pequenas amostras (menores que uma cabeça de fósforo) do forro do seu estômago ou intestino. São uma das tarefas importantes que realizamos no decurso dos exames endoscópicos (endoscopia digestiva alta e colonoscopia).
  • Para que serve uma Biopsia Endoscópica?

    São importantes porque permitem determinar com rigor os problemas presentes.

  • Como é realizada?

    Através do aparelhos que utilizamos para ver o estômago ou o intestino introduzimos pequenas pinças flexíveis com as quais colhemos pequenas porções do forro do estômago ou intestino. O processo de colheita é absolutamente indolor.
    Para sua segurança o equipamento (pinças) que utilizamos nas realização de biopsias está esterilizado e é descartável sendo destruído em seguida.

    Pinça


    Detalhe da Pinça



    O envio das biopsias para o anatomopatologista que as vai analisar é da nossa responsabilidade.


  • Quais as indicações clínicas para a sua realização?

    Constituem o complemento lógico da inspeção do interior do estômago e cólon e das fotografias que realizamos.

  • Vantagens e limitações?

    As biopsias não conseguem pesquisar todas as camadas da parede dos órgãos. Contudo, a grande maioria dos problemas clínicos tem origem na camada mais superficial, facilmente acessível.

  • É necessário parar a terapêutica medicamentosa para realizar o exame?

    Não tome aspirina, anti-agregantes plaquetários nos 7 dias antes do exame.
    Se está a fazer anticoagulação discuta com o seu médico os procedimentos a executar.

  • O que acontece a seguir ao exame?

    O relatório do exame histológico está em geral disponível duas semanas depois.
    O relatório das biopsias dos pacientes já seguidos na minha consulta é entregue na consulta de follow-up em regra duas semanas depois.
    Nos restantes pacientes enviados, por outros médicos, o relatório é enviado para casa pelo correio.

  • Que convenções tem?

    Com vista a uma total liberdade de escolha do patologista que vai analisar a sua biopsia temos optado por não ter convenções com nenhuma entidade. Após o pagamento do exame é sempre emitido um recibo com as despesas que fez. Pode depois apresentá-lo juntamente com o pedido do seu médico para reembolso junto da sua seguradora ou subsistema de saúde.

Consiste na remoção de pólipos do interior do intestino grosso ou mais raramente do estômago.
  • Para que serve uma Polipectomia?

    A polipectomia é um acto muito importante. Embora a maioria dos pólipos sejam benignos existe a possibilidade de com o tempo crescerem e terem degenerações malignas.
    A estratégia atual dos programas de prevenção do cancro do cólon assenta essencialmente na detecção precoce e remoção de todos os pólipos de modo que a progressão das alterações seja impedida.

  • Como é realizado o exame?

    Os pólipos têm um formato parecido com um pequeno cogumelo (geralmente com uma cabeça e um curto tronco) e estão assentes na parede do intestino grosso (cólon).
    Através do aparelhos que utilizamos para ver o estômago ou o intestino introduzimos pequenos laços de metal ligados a um aparelho eletrocoagulação. O laço é colocado à volta do pé do pólipo e é feito um corte que permite remover a cabeça do pólipo. Ao mesmo tempo que é feito o corte há uma corrente eléctrica que faz a cauterização dos vasos sanguíneos de modo a evitar uma hemorragia.
    Para sua segurança o equipamento (laços) que utilizamos nas realização das polipectomias está esterilizado e é descartável sendo destruído em seguida.

    Laço de Polipectomia


    Detalhe do Laço de Polipectomia



    O envio dos fragmentos do pólipo para o anatomopatologista que as vai analisar é da nossa responsabilidade.
    Pode haver necessidade de realizar outras técnicas para complementar a polipectomia: marcação do local do pólipo com uma tatuagem se a sua localização precisa é importante, colocação de laços de silicone, clips de metal ou injecção de adrenalina na base do pólipo se houver hemorragias.


  • Quais as indicações clínicas para a sua realização?

    De uma maneira geral, pensa-se que é importante remover todos os pólipos detectados.

  • Vantagens e limitações?

    A grande vantagem das polipectomias endoscópicas é essencialmente bloquear o processo de degenerescência das células que pode levar ao cancro poupando, ao paciente uma intervenção cirúrgica. Contudo, nem todos os pólipos são susceptíveis de remoção por via endoscópica. Existem alguns que pelo seu tamanho ou localização não se adaptam a esta técnica, nesses casos é necessária uma operação feita por um cirurgião.

  • É necessário parar a terapêutica medicamentosa para realizar o exame?

    Não tome aspirina, anti-agregantes plaquetários e medicamentos com ferro nos 7 dias que antecedem o exame. Peça ao seu médico para fazer as seguintes analises para avaliar a coagulação: hemograma com plaquetas e tempo de protrombina. Se está a fazer anticoagulação, fale com o seu médico e planeie com ele os procedimentos a executar.

  • O que acontece a seguir ao exame?

    O pólipo que foi removido é sempre enviado para análise.
    O relatório do exame histológico do pólipo está em geral disponível duas semanas depois.
    O relatório das biopsias dos pacientes já seguidos na minha consulta é entregue na consulta de follow-up em regra duas semanas depois.
    Nos restantes pacientes, enviados por outros médicos, o relatório é enviado para casa pelo correio.

  • Existem efeitos secundários, riscos ou complicações associados à Polipectomia?

    A grande maioria das polipectomias decorre sem problemas.
    Como em todos os atos médicos existe um risco teórico de eventuais complicações. As mais frequentes são hemorragia e perfuração. Ocorrem com mais frequência nas primeiras 48 horas. Existem casos muito raros em que aconteceram até 10 dias após a extração do pólipo.
    Quando as complicações são tratadas precocemente têm geralmente uma boa evolução sendo no entanto por vezes necessário recorrer a intervenções cirúrgicas.
    Embora nenhuma destas complicações graves tenha ocorrido nas polipectomias que realizamos desde há mais de vinte anos pensamos que é importante conhecer os sinais de alarme precoces e os procedimentos a ter. Nesse sentido, é nossa política desde há muitos anos entregar um folheto ao paciente e definir com precisão a conduta a ter nas próximas horas.

  • Que convenções tem?

    Com vista a uma total liberdade de executar, durante o exame, todas as técnicas que o paciente necessita, e não apenas aquelas mencionadas nos pedidos, temos optado por não ter convenções com nenhuma entidade. Após o pagamento do exame é sempre emitido um recibo com as despesas que fez. Pode depois apresentá-lo juntamente com o pedido do seu médico para reembolso junto da sua seguradora ou subsistema de saúde.

Os clips são pequenas tenazes de metal que são colocadas no forro do intestino ou estômago em geral para estancar hemorragias.

Clip


  • Para que servem os Clips?

    Sempre que há necessidade de com segurança estancar uma hemorragia (que geralmente podem ocorrer depois de uma polipectomia) a aplicação do clip é a melhor solução devido à sua durabilidade.

  • Como é realizada a colocação dos Clips?

    Através do gastroscópio ou colonoscópio é introduzida uma tubo fino e flexível dentro do qual vai o Clip fechado. Ao chegar ao local desejado o clip é primeiro aberto e depois fechado permanentemente no local onde está a hemorragia. Em regra geral o clip permanecerá agarrado firmemente ao forro do órgão até cair espontaneamente e sair com as fezes 15 dias depois. Devido à sua pequena dimensão a saída com as fezes não é perceptível.

  • Quais as indicações clínicas para a sua realização?

    A utilização mais habitual é o estancar uma hemorragia. Podem também ser utilizados para fechar perfurações e como marcadores transitórios.

  • Vantagens e limitações?

    A vantagem principal é o facto da sua elevada eficácia. Uma limitação é que em locais com curvas muito fechadas podem ser difíceis de aplicar. Outra desvantagem é o custo relativamente elevado.

  • O que acontece a seguir ao exame?

    A aplicação do clip é absolutamente indolor e não há quaisquer limitações de dieta ou atividade depois da sua aplicação. Se a aplicação do clip for feita no contexto de uma hemorragia há a necessidade de haver vigilância para poder detectar precocemente uma recidiva.

  • Existem efeitos secundários, riscos ou complicações associados à aplicação de Clips?

    Todos os atos médicos têm possíveis complicações. A aplicação de clips é muito segura desde que seja respeitada uma técnica meticulosa.

  • Que convenções tem?

    Com vista a uma total liberdade de executar, durante o exame, todas as técnicas que o paciente necessita, e não apenas aquelas mencionadas nos pedidos, temos optado por não ter convenções com nenhuma entidade. Após o pagamento do exame é sempre emitido um recibo com as despesas que fez. Pode depois apresentá-lo juntamente com o pedido do seu médico para reembolso junto da sua seguradora ou subsistema de saúde.

Consiste na injeção de adrenalina diluída no forro do intestino ou estômago em locais onde há uma hemorragia.
  • Para que serve a Injeção de Adrenalina?

    Sempre que há necessidade de com rapidez diminuir ou estancar uma hemorragia a injeção de adrenalina é um método simples e rápido. Pode ser combinado com outras técnicas tais como a aplicação de clips.

  • Como é realizada a Injeção de Adrenalina?

    Através do gastroscópio ou colonoscópio é introduzida uma agulha fina e flexível. A agulha é em seguida introduzida no revestimento interior do estômago ou intestino e é introduzida uma pequena quantidade de adrenalina diluída.

    Agulha


    Detalhe da Agulha



  • Quais as indicações clínicas para a sua realização?

    A utilização mais habitual é estancar uma hemorragia activa.

  • Vantagens e limitações?

    A vantagem principal é a rapidez e simplicidade da técnica. O facto de o material usado ser relativamente pouco dispendioso é também uma vantagem. É contudo uma solução menos duradoira que a aplicação de um clip.

  • O que acontece a seguir?

    A injeção de adrenalina é absolutamente indolor e não há quaisquer limitações de dieta ou atividade depois de se fazer a injeção. É óbvio que se injeção de adrenalina for feita no contexto de uma hemorragia há a necessidade de haver vigilância para poder detectar precocemente uma recidiva.

  • Existem efeitos secundários, riscos ou complicações associados à Injeção de Adrenalina?

    Todos os atos médicos têm possíveis complicações. A injeção de adrenalina é muito segura desde que seja respeitada uma técnica meticulosa. Existem raros casos em que houve complicações sobretudo associadas ao uso de volumes excessivos.

  • Que convenções tem?

    Com vista a uma total liberdade de executar, durante o exame, todas as técnicas que o paciente necessita, e não apenas aquelas mencionadas nos pedidos, temos optado por não ter convenções com nenhuma entidade. Após o pagamento do exame é sempre emitido um recibo com as despesas que fez. Pode depois apresentá-lo juntamente com o pedido do seu médico para reembolso junto da sua seguradora ou subsistema de saúde.

A tatuagem consiste na injeção de uma tinta permanente, no forro do intestino ou estômago, em locais que posteriormente vão ser importantes de localizar.
  • Para que serve a Tatuagem?

    Sempre que há necessidade de com facilidade e segurança localizar uma área precisa no forro do intestino grosso ou estômago a tatuagem é a melhor solução. Esta necessidade de localizar um ponto com precisão pode ser ditada seja por protocolo de vigilância, atos terapêuticos ou até mesmo para guiar o cirurgião ao local que tem de ser operado.

  • Como é realizada a Tatuagem?

    Através do gastroscópio ou colonoscópio é introduzida uma agulha fina e flexível. A agulha é em seguida introduzida no revestimento interior do estômago ou intestino e é introduzida uma pequena quantidade de tinta da china especial esterilizada.

  • Quais as indicações clínicas para a sua realização?

    A utilização mais habitual é marcar com precisão o local de onde foi removido um pólipo perigoso seja para efeitos de vigilância periódica seja para o cirurgião remover aquela parte do intestino.

  • Vantagens e limitações?

    A vantagem principal é o facto da marca realizada ser permanente e o facto de o material usado ser relativamente pouco dispendioso.

  • O que acontece a seguir?

    A injeção da tinta é absolutamente indolor e não há quaisquer limitações de dieta ou atividade depois de se fazer a tatuagem.

  • Existem efeitos secundários, riscos ou complicações associados à Tatuagem?

    Todos os atos médicos têm possíveis complicações. A tatuagem é muito segura desde que seja respeitada uma técnica meticulosa. Existem raros casos em que houve complicações sobretudo associadas ao uso de tintas não aprovadas para este uso.

  • Que convenções tem?

    Com vista a uma total liberdade de executar, durante o exame, todas as técnicas que o paciente necessita, e não apenas aquelas mencionadas nos pedidos, temos optado por não ter convenções com nenhuma entidade. Após o pagamento do exame é sempre emitido um recibo com as despesas que fez. Pode depois apresentá-lo juntamente com o pedido do seu médico para reembolso junto da sua seguradora ou subsistema de saúde.

Consiste na colocação no forro do intestino ou estômago de um laço de silicone à volta do pedículo dos pólipos grandes que têm potencial de hemorragia quando se faz a polipectomia. É um ato de carácter preventivo.

Polyloop


  • Para que servem os Polyloops?

    Sempre que há necessidade de com segurança executar uma polipectomia (remoção de pólipo) em casos de lesões de grande dimensão há o potencial de se desencadear uma hemorragia depois de efectuado o corte. A missão dos Polyloops é de prevenir a hemorragia.

  • Como é realizada a colocação dos Polyloops?

    Através do gastroscópio ou colonoscópio é introduzida uma tubo fino e flexível dentro do qual vai o Polyloop colapsado. Ao chegar ao local desejado o Polyloop é primeiro aberto e depois fechado permanentemente no pedículo do pólipo que pretendermos remover. Em regra geral o Polyloop permanecerá agarrado firmemente ao forro do órgão até cair espontaneamente e sair com as fezes 15 dias depois. Devido à sua pequena dimensão a saída com as fezes não é perceptível.

  • Quais as indicações clínicas para a sua realização?

    A utilização mais habitual é fazer a prevenção duma hemorragia quando retiramos um pólipo que tenha características que sugiram a possibilidade de haver uma hemorragia.

  • Vantagens e limitações?

    A vantagem principal é o facto da sua elevada eficácia aumentando a margem de segurança das polipectomias. Uma limitação é que em locais com curvas muito fechadas podem ser difíceis de aplicar. Outra desvantagem é o custo relativamente elevado.

  • O que acontece a seguir?

    A aplicação do Polyloop é absolutamente indolor e não há quaisquer limitações de dieta ou atividade depois da sua aplicação. Como é lógico visto que os Polyloops só se usam nos casos em que nos preocupa a eventualidade de uma hemorragia fazemos sempre um protocolo de vigilância de modo a que se houver uma hemorragia possamos atuar precocemente.

  • Existem efeitos secundários, riscos ou complicações associados à colocação de Polyloops?

    Todos os atos médicos têm possíveis complicações. A aplicação dos Polyloops é muito segura desde que seja respeitada uma técnica meticulosa.

  • Que convenções tem?

    Com vista a uma total liberdade de executar, durante o exames, todas as técnicas que o paciente necessita, e não apenas aquelas mencionadas nos pedidos, temos optado por não ter convenções com nenhuma entidade. Após o pagamento do exame é sempre emitido um recibo com as despesas que fez. Pode depois apresentá-lo juntamente com o pedido do seu médico para reembolso junto da sua seguradora ou subsistema de saúde.

É um teste simples e rápido que permite detectar a presença de Helicobacter pylori no forro do estômago.
  • Para que serve o Teste da Urease?

    O papel muito importante do Helicobacter pylori nas doenças do estômago faz com que um teste simples que possa ser realizado durante as endoscopias altas seja um auxiliar muito importante.

  • Quais as indicações clínicas para a sua realização?

    O Clotest é usado por rotina quando se realiza uma endoscopia alta com o intuito de diagnosticar a presença do Helicobacter pylori.

  • Vantagens e limitações?

    A vantagem principal é que é um teste relativamente simples, rápido a bastante fiável. As desvantagens são que na presença de bloqueadores fortes do ácido as suas performances pioram. A toma de antibióticos recentes também compromete a eficácia do teste. O facto de ser realizado no decurso da endoscopia é também um desvantagem relativa.

  • É necessária preparação?

    Não é necessária preparação especial para além do jejum necessário para realizar a endoscopia alta.

  • É necessário parar a terapêutica medicamentosa para realizar o exame?

    Para que o teste seja o mais preciso possível é importante parar os bloqueadores da bomba de protões durante as duas semanas antes do teste. É importante também respeitar um intervalo de um mês depois da ultima toma de antibióticos.

  • Como é realizado o exame?

    O exame consiste essencialmente numa colheita de pequenos fragmentos do forro do estômago e sua inserção num gel colorido especial.
    A cor do gel deve ser verificada 24 horas depois.

    Um tipo de Teste da Urease



  • O que acontece a seguir ao exame?

    A placa do teste de urease é entregue ao paciente imediatamente depois da endoscopia alta. O paciente deve verificar o resultado em casa 24 horas depois e anotá-lo. Deve levar o teste da urease ao médico que pediu o exame na próxima consulta.

  • Que convenções tem?

    Com vista a uma total liberdade de executar, durante o exame, todas as técnicas que o paciente necessita, e não apenas aquelas mencionadas nos pedidos, temos optado por não ter convenções com nenhuma entidade. Após o pagamento do exame é sempre emitido um recibo com as despesas que fez. Pode depois apresentá-lo juntamente com o pedido do seu médico para reembolso junto da sua seguradora ou subsistema de saúde.